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Na verdade, muda muito mais do que isso.

O casamento, com tudo que vem junto (cerimônia, recepção, roupas, bolo, convite….) é bem uma amostra de como toda a nossa vida mudou.

Vejamos: há 25, 30 anos atrás, o casamento era, sem sombra de dúvida, um momento dos pais, da família. Era a oportunidade dos pais mostrarem à sociedade que seus filhos, bons meninos, bem sucedidos, respeitosos, estavam se casando. A lista de convidados era, em grande parte dos pais, considerando as famílias e seus amigos, sobrando para os noivos somente os amigos íntimos. Os padrinhos eram geralmente tios ou amigos dos pais que ou foram importantes para a criação dos filhos ou serão importantes no mundo adulto de trabalho e profissão. A cerimônia era sempre seguida de cumprimentos na Igreja porque a maioria dos convidados não fazia parte daqueles poucos que iriam em seguida para o jantar. A festa, ou melhor, a recepção, sempre formal, mesas e cadeiras para todos, jantar à francesa, música ao vivo.

Os noivos tinham a obrigação de cumprimentar um por um dos convidados, percorrendo todas as mesas.

O bolo, que não tinha obrigação de ser gostoso, normalmente remetia ao bolo dos pais ou avós. E, ponto alto, a mesa do bolo: ou com toalha brocada, de renda da Madeira (será que alguém ainda sabe o que é isso?) ou, mais moderno, uma super toalha de tule com luz fria embaixo! Ficava azulado… Bar, lounge, buffet? Nem pensar! As bebidas servidas eram whisky (entre os mais ricos) e vinho: branco no coquetel e tinto no jantar. Capirinha? Vodka? Espumante? Ah, sim, tinha o champagne do brinde, para o corte do bolo, que era feito ao final da festa, quase um aviso que estava na hora de acabar. Neste momento os noivos iam embora da festa, deixando aos pais a tarefa de se despedir e terminar a festa. Quanto maior o poder, maior a quantidade de licores na mesa de café. Doces lindos, bem fondados ou caramelados, cheios de florzinhas – servidos pelos garçons em lindas bandejas de prata… E as lembrancinhas, item indispensável.

A decoração variava apenas nas flores escolhidas para os arranjos das mesas, uma vez que todos os locais ofereciam mesas, cadeiras, toalhas de renda e forro, que podia ser branco, beje e, ousadia maior: coloridos! A iluminação dos espaços era somente aquilo que hoje chamamos de “luz de serviço”, as lâmpadas existentes no teto do próprio local. E, extremo requinte, os “fantasminhas”, para quem não conheceu, capas brancas para as cadeiras existentes nos espaços.

Vou procurar fotos, porque vale à pena…

Aí as coisas foram mudando….

para ler a continuação do texto escrito pela Cerimonialista Beth Kos, clique aqui!
http://bethkos.com.br/2012/05/18/mudam-os-tempos-mudam-os-costumes_18/

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